18 de maio de 2016

SOU DE FREQUÊNCIA MAIS ELEVADA ?








Você percebe ou mesmo se sente frustrado porque os suplementos, os medicamentos, as dietas, e coisas do gênero que parecem funcionar com as outras pessoas não funciona para você ? Você faz o que a maioria considera "todas as coisas certas" para a sua saúde e seu espírito e ainda sente que você não está do jeito que gostaria ? Você sente que as suas energias, humores, e o sistema imunológico precisam de um impulso, mesmo quando você reserva um tempo extra para se "auto-cuidar" ?


Se você respondeu "sim" para as perguntas anteriores, há uma boa chance de que você faz parte do 1% da população que é geneticamente de frequência elevada. As pessoas de frequência elevada tendem a ser descritas como "hipersensíveis", empáticos, intuitivos, criativos, por vezes, perfeccionistas, e (maravilhosamente!) Complexos. Apesar de encontrarem outras pessoas que são atraídas para eles, os indivíduos de frequências mais altas, muitas vezes, se sentem sozinhos neste mundo, porque eles compreendem muito pouco sobre a maioria da população. No entanto, eles continuam a se mover para a frente com suas vidas de uma forma única, centrada no coração. Eles vivem quase estrategicamente em diferentes partes do globo como "trabalhadores da luz", e estão aqui para realizar a sua missão importante ou " Chamada para Ação Cósmica ", que é para ajudar a nossa espécie e ao planeta a sobreviver e prosperar como um mundo mais consciente e desperto.








Como resultado, as pessoas de frequências mais elevadas, geralmente, compartilham muitos dos seguintes atributos durante esta experiência humana:


1. Um desejo de encontrar, confirmar ou capturar a essência de sua verdadeira "casa", no sentido espiritual de parceiro, de família e / ou comunidade.


2. A sensação de que entidades ou anjos estão ao seu redor. Ocasionalmente, as pessoas podem até ver ou ouvir essas entidades.


3. A sensação de que não estão alcançando o sucesso nos relacionamentos e a felicidade que eles desejam - apesar de terem em excelentes habilidades, capacidades e inteligência.








4. Alterações no humor, emoções e os níveis de energia que parece refletir nas pessoas ou no planeta em torno deles, tanto ou mais do que as nossas próprias condições.


5. Momentos de nos sentirmos mais "despertos" ou conscientes, mas encontrarmos esses curtos períodos ou insustentáveis na vida diária da 3D.


6. Sonhos reais, e até mesmo caminhamos, falamos ou agimos como se não estivesse dormindo.


7. Períodos de intensas "mudanças" nas relações, nas responsabilidades, ou nas prioridades.


8. A sensação de que o tempo está se movendo muito mais rápido ou mesmo de "perder tempo" durante as atividades regulares.


9. Maior sensibilidade para sincronicidades e acreditando que não há "coincidências" ou "acasos".



Se você é de frequência elevada, é provável que também compartilhe algumas das seguintes crenças, perspectivas e ideologias:


1. "Servir ao Próximo" é o seu mantra ou lema, o que ajuda a ditar as decisões que você faz e tudo o que somos e fazemos. Você sabe que o que você faz para os outros isso vai afetar você e seus entes queridos, mais cedo ou mais tarde - porque estamos todos conectados por meio de frequências, de energias, ao nosso planeta, e ao karma.


2. Você vê a nossa Terra e a experiência humana como uma pequena parte de algo maior. Você se sente quase que como nós humanos fossemos um experimento, um jogo, ou uma "escola" para almas, entidades ou forças de outras dimensões, incluindo algumas da fonte de energia de sua própria alma.


3. Você entende que, geralmente, acontecem situações terríveis para abrir a mente das pessoas. Você deseja ser genuíno em suas interações com os outros em sua vida diária, mas você se sente como você tivesse que ser um metafísico "Clark Kent" e mantem seus pensamentos e poderes de Super Homem guardados debaixo da manga. Você acha que não é assim até que você venha a resgatar os outros em terríveis apuros e eles olham o passado enxergam em você mais como um protetor espiritual e se aproximam. Eles estão, finalmente, mais abertos e têm muita gratidão por terem sido ajudados.


4. Você acredita que a felicidade pode ou não pode ser o objetivo desta encarnação, mas que vive uma vida que é consistente com o seu propósito de que irá produzir toda a satisfação que você poderia querer. Não se trata de imitar o que os outros chamam de "vida bem sucedida." Isso é como sentir que você está fazendo o seu melhor caminho PRÓPRIO para o seu destino.


5. Você acredita que o seu destino está definido e é grandioso, mas que o livre arbítrio e a frequência pode e vai mudar o tempo, facilmente, e com eficiência para cumprir esse destino. Como consequência desse discernimento, você presta atenção em fortalecer suas frequências e seu nível de consciência mais do que a maioria.


6. Você segue seu coração, reconhecendo que a ciência tem, finalmente, comprovado isso. O coração sente e reage a um evento que nunca aconteceu antes e mesmo antes que o cérebro possa processá-lo. O coração sabe realmente, em primeiro lugar, o que é melhor.








7. Você não gosta que o dinheiro seja o foco e a base do nosso mundo atual. Você prefere ver as pessoas pela forma de como elas são e o que elas sentem, e não pelo que elas possuem ou têm de conhecimento. Você prefere fazer a troca por serviços e talentos em vez de usar o dinheiro. Para você, compartilhando sua arte, tempo e experiência tende a refletir mais do que está no coração do que qualquer outra moeda jamais poderia fazer.


8. Você ama e honra o nosso planeta e a natureza do Universo. Você sente dores físicas e emocionais quando a Mãe Terra está doente ou estremecida. Você também pode sentir peso ou perturbação mental e física durante eventos como ciclos da Lua, explosões solares, alinhamento planetário, etc. Está enjoado de observar que os seres humanos têm priorizado a ganância em vez de sustentabilidade e a bondade para com os seres vivos ao nosso redor.


9. Você reconhece que cada pessoa tem um papel diferente na nossa comunidade global. Independentemente da categoria, função ou formação, cada pessoa tem seu valor e isso é crucial para o todo. O estudante é tão importante para o professor como o professor é para o aluno, bem como as equipes de construção que constroem as sua escola e são tão importantes quanto as equipes de manutenção que a mantêm bonita.


Se as qualidades e as tendências mencionadas acima ressoam com você, então, provavelmente, está tendo muitas experiências e / ou cercado por tipos de frequências mais elevadas. Isso não pode ser visto como uma surpresa, e ocorre por causa de todas as energias que as pessoas de frequências mais altas assimilam e assumem a partir do mundo em torno delas, e elas também são bastante propensas a: alergias alimentares e ambientais; problemas de tireoide e fadiga adrenal; inflamação no trato digestivo e / ou problemas comuns de depressão, vícios, ou variação extrema de humor; e intensas relações com a atividade sexual, imagem corporal e / ou exercício. A maioria dos indivíduos de frequência mais elevada sentem a necessidade de se reagruparem ou se atualizarem por estarem sozinhos e longe das energias de outras pessoas; tendem a passar mais tempo na água ou na natureza; sendo atraídos por esportes ou atividade física; e / ou ficarem perdidos com a música, a dança, ou outras formas de arte expressiva para ajudar a livrar-se das frequências que captarem, bem como para ajudar a reequilibrar os seus próprios sistemas de energia.


Apesar de ser um ser humano super-ocupado que tem seus desafios, lições e contradições, você contem o tecido Divino, as energias, e a alma que representam os próximos passos para a nossa espécie humana. Porque a vida na 3D com uma pessoa de maior frequência é complicada, não é nem bom esperar para você viva numa felicidade perpétua, nem é para se isolar em vez de interagir neste mundo. Com qualquer desconforto e confusão que tiver que surgir no seu caminho use a sinceridade e a criatividade; sua capacidade de superação inspira outros; e sua tenacidade é a esperança para o nosso futuro. Mais importante ainda, vivendo uma vida que ressoa com você, você mobiliza os outros para se transformarem também de maneira positiva e profunda. Embora você não possa sempre receber os aplausos, o reconhecimento ou a gratidão que você merece dos outros, como a maioria dos pioneiros, suas provações, tribulações e triunfos são fundamentais, e serão apreciadas pelas gerações futuras.



Por: Max, Lana escritores convidados da In5D, e Grupo LOC

Gostam de ajudar os trabalhadores de luz para melhor compreenderem e produzirem o máximo de seus próprios dons, talentos, experiências no âmbito da saúde e da vida.




Fonte : In5d




Tradução : Sônia L. Pereira

7 de maio de 2016

Plante sua Lua



 Segundo Elinor Gadon "A palavra Ritual vem do termo sânscrito RTU, que significa menstruação. Os primeiros rituais estavam relacionados ao sangramento das mulheres. Acreditava-se que o sangue no útero, que nutria as crianças ainda por nascer, possuísse Mana, o poder mágico".
       Nas tradições matriarcais originárias, as mulheres ofereciam ritualmente seu sangue menstrual para a Terra. Hoje em dia perdemos de muitas maneiras o nosso relacionamento instintivo com Pachamama e em consequência disto, estamos cheias de inseguranças, arraigadas em padrões de medo, ansiedade e escassez.
Saiba que a Terra- como Gaia, como a Grande Mãe; é capaz de nos ensinar sobre a sabedoria mais profunda, atemporal e arquetípica do Feminino Sagrado. Saiba mulher, que ela está apenas lhe esperando, para que você finalmente se abra para o despertar das memórias e saberes dormentes em seu útero. Não espere mais, este é o momento de voltar para casa!
       "Plantar a sua Lua" é um exercício muito simples, porém pode ser extremamente poderoso, curador e profundo a todas as mulheres.
       Para começar, você deve escolher uma forma de recolher o seu sangue. Isso pode ser feito através de coletores menstruais ou através de bioabsorventes.
       Os coletores são práticos, confortáveis e eficientes, porém muitas mulheres mais sensíveis não se adaptam bem, por serem inorgânicos. Os bioabsorvente são feitos de algodão; são também seguros, higiênicos e ecológicos.  
       Para coletar seu sangue utilizando bioabsorventes, é necessário deixá-los de molho por algumas horas na água, sem nenhum produto químico. É esta água com o sangue que você irá utilizar para entregar à Terra (depois de coletado o seu sangue você poderá lavar o absorvente da forma como preferir, e reutilizá-lo).
       Em ambos os casos, você pode entregar seu sangue para terra em um jardim ou em um simples vasinho de planta em seu apartamento. Você pode também escolher alguma planta específica que tenha um significado especial para você: Muitas mulheres plantam sua lua em Roseiras, Sálvia ou Artemísia por exemplo; que são plantas de forte representação do feminino. Você nem imagina o bem que seu sangue irá fazer às suas plantas; este é sem dúvida o melhor biofertilizante que poderia existir!
       É interessante experimentar também sangrar direto na Terra, deixando que o sangue escorra livremente enquanto sentada direto sobre a Terra (você pode fazer isso em vaso grande caso não tenhas um jardim). O poder desta conexão criada com a Terra vai além de explicações verbais; é necessário experienciar e sentir por si o que isso representa!
       A ideia é que você ofereça seu sangue em forma de um simbólico ritual, tornando o momento sacro e reafirmando suas intenções.
      Recorde-se que este sangue purifica o seu organismo, as suas emoções, sua mente, seu espírito; recorde-se que ela leva junto dele tudo aquilo que você precisa e desejar curar. Recorde-se mulher, que a Terra pode a tudo transmutar, inclusive sua vida!
       Durante sua lunação, pare por alguns instantes, se retire, entre em um estado de silêncio e quietude... avaliando internamente o ciclo que passou. Perceba os padrões negativos, as crenças limitantes, os hábitos que não lhe servem mais e tudo aquilo que se encontra estagnado em sua vida. Dê uma atenção cuidadosa ao que veio à tona na última fase de seu ciclo, durante a famosa TPM (prefiro chamar de força pré-menstrual); quando as nossas sombras mais profundas emergem à superfície para que se possamos entrar em contato e nos tornarmos mais conscientes de nós mesmas.
       Observando estes padrões com carinho e compaixão, entregue tudo aquilo que você não quer mais levar contigo ao novo ciclo que se inicia; deixando para trás qualquer padrão negativo que esteja te limitando em ser quem você realmente é em todo seu potencial- excesso de controle, falta de confiança em si mesma, dificuldade em se comunicar, medo de se expressar, sentimentos de escassez, intolerância, inércia... o que quer que seja, lembre-se que tudo ao nosso redor e todos, são apenas espelhos refletindo nossa realidade interna. Lembre-se que a mudança começa SEMPRE dentro. 
       Muitos desequilíbrios físicos podem ser evitados e sanados através desta prática: ovário policístico, miomas, ciclo menstrual irregular, cólicas e desconfortos da menstruação, infertilidade, tensão pré-menstrual, etc. Plantar sua lua é com certeza o primeiro passo para a reequilibração de seu corpo físico; não descartando outras formas de tratamento e cuidados. 
       Entregue também junto ao seu sangue todas as impressões negativas que você ainda carrega a respeito de ser mulher... e junto com elas, suas memórias de abortos, traumas, abusos, violência ou maus tratos contra o seu feminino.
       Enquanto você oferece seu sangue receba da Mãe Terra as suas bênçãos e os seus saberes! Nutra a Terra enquanto nutre a tudo aquilo você merece e almeja; agradeça e se prepare para uma vida de muito mais abundância, empoderamento, beleza e plenitude.
       Enquanto oferece seu sangue, sinta como você cresce internamente como mulher, aumentando seu poder visionário, intuitivo e instintivo; perceba como a cada ciclo uma nova realidade se abre para a manifestação um espaço interno de presença, saúde, consciência e conexão- sobre si mesma, sobre sua vida e seu destino.
       Existe uma antiga sabedoria que profetiza que o momento em que todas as mulheres devolverem o seu sangue à Terra, todas as guerras terão fim... A cura esta aí mulher, bem abaixo de seus pés... Honre, agradeça, e seja bem vinda ao lar!
Este foi um dos 29 textos que serão publicados sequencialmente pelo projeto #ODiarioDaLuaVermelha . Para acompanhar, curta a página da DanzaMedicina e seja bem vinda! 
Todos os textos autorais por Morena Cardoso: Terapeuta corporal, mãe, escritora, buscadora; criadora e facilitadora da técnica "DanzaMedicina- Incorpore os Sagrados Saberes Femininos"

19 de março de 2016

Afetos (bio)Políticos - Ódio

- por Rafael Lauro
Espinosa fez uma das grandes perguntas da filosofia: o que pode o corpo? E não é à toa que hoje o holandês é estudado no campo da Filosofia, Ciência, Política e Psicologia. Falamos demais da alma, mas esquecemos de perguntar e entender o que é um corpo e de que maneiras ele é capaz de ser, estar, agir.
Podemos dizer que poucos conceitos são potentes como os afetos de Espinosa. Eles abrem um enorme campo de análise para melhor nos relacionarmos com a vida. Não é apenas filosofia de gabinete, Espinosa está nas ruas, no dia a dia, na política, nas relações.  Através do conhecimento – o mais potente dos afetos – passamos a identificar com certa clareza quais são os afetos que  regem a nossa vida. Podemos entender melhor o funcionamento deste circuito dos afetos, o modo pelo qual um sentimento, um corpo, uma biologia, se torna inseparável da política.
O ódio é uma tristeza acompanhada da ideia de uma causa exterior” – Espinosa, Ética, parte III, definição dos afetos
Recentes fatos da política brasileira nos remetem imediatamente ao ódio. Por todos os lados, estamos cercados de bocas espumantes, veias saltadas e olhos fulminantes. As televisões não desligam, as rádios tagarelam impropérios, está na boca do povo: “Canalha, pulha, ladrão, vagabundo, corrupto, vigarista, cafajeste, patife”. Quais são as consequências de ter no ódio o afeto (bio)político fundamental?
A simplicidade de um afeto torna-se complexa conforme vai se espalhando. Uma pessoa nos causa tristeza e reagimos odiando aquela pessoa. Deixamos de lado todas as circunstâncias daquela afecção e ligamos a tristeza causada àquela pessoa, objeto ou fato. O ódio está ligado à tristeza, e quando ficamos tristes, a nossa capacidade de pensar diminui.
Tristes, temos cada vez mais ideias inadequadas. Quanto mais entristecidos nos tornamos, mais confusos se tornam os afetos. E assim passamos a odiar a chuva por que ela alaga as nossas ruas entupidas de cimento. Passamos a odiar nossos amigos quando estes não dizem aquilo que queremos ouvir. Passamos a odiar, em suma, tudo aquilo que não toma nosso partido. O ódio liga, faz a ponte entre o estado do meu corpo e o corpo exterior que me afetou. Ele não fala da relação, ele diz apenas do estado do meu corpo e procura uma causa.
Não há falta, o corpo sempre é preenchido por afecções, seja de tristeza ou de alegria! O que pode o ódio? Do que este afeto é capaz? Somos odiosos demais! Ligamos prontamente a tristeza a uma causa. Tão ingênuos. Como  saber as causas com tanta frequência? Muito mais frequente é estarmos perdidos, cansados ou distraídos. Tristes, só sabemos nos mover contra aquilo que odiamos. Ignoramos os conselhos de Zaratustra sobre a honra de se ter um inimigo. Abrimos a boca por pouca bobagem para cuspir mesmo que seja contra o vento. Manifestamo-nos pelo nada, mas contra tudo! Elegemos vilões sem heróis, pois não temos força para assumir a responsabilidade por nossas dores. Dividimos, separamos, excluímos, recortamos a realidade para o nosso mimo. Mia Couto escreveu sobre o mundo de quem tem medo, um mundo pequeno, cercado, em que nada fuja ao controle. O mundo de quem tem ódio é um mundo monocromático. Só há uma cor e oposto dela. Preto e branco; ou vermelho e azul.
Como nos movemos por este campo de afetos? “Quando a mente imagina aquelas coisas que diminuem ou refreiam a potência de agir do corpo, ela se esforça, tanto quanto pode, por se recordar de coisas que excluam a existência das primeiras” (Ética III, prop 13). Tornamo-nos saudosistas ou utópicos! “Amanhã ele vai ver! Ele me paga”, ou então “no meu tempo era diferente, antigamente não era assim!”. Ou pior: “Quem imagina que aquilo que odeia é afetado de tristeza, se alegrará; se, contrariamente, imagina que é afetado de alegria, se entristecerá” (Ética III, prop 23), Espinosa nos ensina que existem alegrias tristes, alegrar-se com a tristeza de alguém é um bom exemplo disso! Esforçamo-nos para que a coisa que odiamos seja afetada de tristeza e odiamos tudo aquilo que a afeta de alegria. Estas são apenas umas das consequências deste afeto.
Ao contrário do medo, que como afeto (bio)político paralisa; o ódio movimenta, mas por vias tortas, não como a alegria, que nos vincula com a vida. O ódio solta bestas ferozes e obedientes, instruídas para morder: “Esforça-se por afastar e destruir a coisa que odeia” (prop 13, corolário). Tristes, somos cada vez mais agressivos. Nasce a desonestidade intelectual e o interesse pelo entendimento raso. Difamamos, revidamos e fechamos os olhos para a pluralidade de posições, para a complexidade dos fatos, “A culpa é de fulano!”. Promovemos uma fé pelo unilateral e começamos a crer que tudo tem um lado só; e o nomeados de verdade. Acreditamos piamente em quem carrega nossa verdade sob os braços e a eles demonstramos nossa empatia, só a eles. Empatia seletiva é um recurso de proteção do próprio ódio, que se alia à mais profunda vontade de conservação. O ódio movimenta erupções: grandes demonstrações destrutivas sem nenhuma perspectiva de construção; a lava deixa o solo infértil.
Tristes, afirmamos cada vez menos. Tomamos gosto pela negação, o ódio tem a mesma propriedade do açúcar refinado: ele adoça e rouba o sabor. Nos afastamos da política de Espinosa, a da afirmação, a da constituição comum, baseada na alegria, na sinceridade e no amor; e vamos em direção a uma política de ódio, de negação, aquela que investe no poder e esquece-se da potência. A pergunta de Espinosa ainda é atual: o que pode um corpo? Para nós, cabe perguntar, o que pode um corpo inundado de tanto ódio? Pouco… pouquíssimo… ou quase nada.
Texto da série: Afetos (bio)Políticos

12 de março de 2016