3 de agosto de 2015

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Viaja de ti até ti mesmo, tratando de ser o que será.
A única maneira de avançar é extrair a voz da palavra, extrair o ato da intenção, extrair o amor do
apego e o desejo de seu objeto imaginário.
Penetrar o diâmetro do túnel da mente, perdendo mil e uma peles, não ser este nem o outro, uni-los 
em um só circulo, buscar a visão oculta atrás da visão.
De olho em olho ascender até a última consciência
O artificial é levado pelo vento, como um enxame de pétalas.
Então circulará em suas veias o licor das entranhas cósmicas.
Arruinando os cegos, integrando os bosques nus à árvore encouraçada.
Sua pátria será somente as pegadas de seus pés descalços e sua idade, a idade do mundo.
Enquanto tiver em sua frente uma definição, nunca mais em seu peito a víbora da inveja.
Nunca mais entre as suas pernas o desejo de um corpo sem alma.
Elegerá por caminho o impalpável nevoeiro.
Vencerá o espelho que compara.
Demolirá a pirâmide de ancestrais que leva incrustada em suas costas.
A ascensão e a queda se amalgamam.
Os olhos que vêem por fim se vêem.
Prazer incessante, orgasmo eterno, silencio que é a soma de todas as músicas.
Deus como um espinho de arvore gira sobre a palma de sua mão.
Te integras à espiral de astros.
No umbigo do mundo sua alma se banha.
Cada um de seus fios de cabelo se amarram no céu.
Uma nuvem plena de chuva colorida alimenta o choro de seu êxtase.
Floresce em sua boca uma árvore branca e negra.
Seus dedos traçam hieróglifos de fogo.
Este é o momento em que os limites se abrem
Como as pétalas de uma flor que cresce nos pântanos.
O que foi uma senda negra se espatifa em raios de luz.
Terminam as fronteiras, as definições ficam esfumaçadas.
Ninguém pode se comparar ou julgar.
Calma eterna.
Os Egos ilusórios deixam de ser ilhas e se entregam ao êxtase do coração único para se dissolverem em grandes batimentos de amor.
A fragrância de cada ser zomba das idéias cristalizadas.
O calor essencial dos sentimentos afetuosos.
Estrela brilhante dos atos bondosos.
O inesquecível tremor da paixão, isso é eterno.
Não vem, nem vai, é uma carícia daquilo que sempre é.
Quero que essas palavras beijem seus olhos.
Que a planta de seus pés acaricie o solo onde estão.
Que seu corpo desenhe no ar labirintos sagrados.
Nada é inútil, tudo serve para alguma coisa.
Uma busca que só pode terminar quando nos convertermos no que buscamos.
O filosofo se converte na verdade.
O artista se converte na beleza.
O nadador se converte na água
O poeta abre uma porta em seu poema.
Possa uma água sem fim inundar a sua memória
Que os ossos do crânio se cubram de palavras sagradas.
Que no lugar de dinheiro se troquem mariposas brancas.
Cada instante é a proa do tempo total
Esse instante é o momento eleito
Hoje a eternidade.
Seu corpo é infinito.
Seu eu é a divindade.
Abdica da memória.
Que o mundo dos gananciosos se torne invisível
Sente ternura por cada mente que se despreza
Seja como uma arvore que toma a forma do canto dos pássaros que a habitam.
Mãe e pai nosso que estão na terra e no céu.
Purifica e santifica nossos nomes
Façamos parte de seu reino
Faça sua vontade no nosso corpo como no nosso espírito
A consciência prometida para o futuro nos dê hoje
Recompense nossos esforços, assim como nós recompensamos os nossos colaboradores.
Nos dê entusiasmo para que continuemos a fazer o bem
Porque é paz, a bondade e o amor nesta hora eterna, amém.

Alejandro Jodorowsky

23 de julho de 2015

Níveis

Somos compostos por diversos níveis. Desde o mais sutil até o mais denso. Em ordem: monádico, intuicional, racional, emocional, energético sutil, energético denso e kundalínico. 
Nós seres humanos (em teoria) estamos no nível racional. Teu cachorrinho é o emocional. Uma plantinha está no energético sutil e uma pedra no energético denso. Soube disso numa palestra com o queridíssimo Professor Rô. 

Gosto de explicar isso pra quem quiser entender. Concordo e me identifico com essa classificação. Dentro de mim faz completa lógica. Organiza meus conhecimentos e minha forma de entender o mundo. 

Não somos UMA das sete fases. São níveis de percepção. Você entende o universo a sua volta de forma completamente diferente de seu animalzinho de estimação porque - além de kundalínico, energético denso e sutil e emocional - você também possui a ferramenta do racional. São vias de acesso que somam, não que excluem. 


Uma distância ainda maior está entre você e a "alface nossa de cada dia". Ei, antes de me chamarem de "assassina sanguinária de alfaces inocentes" por ser vegetariana... Calma lá! Sim, as plantas respondem aos estímulos externos (como conversas e músicas) mas não de forma emocional e sim energética. Existem energias das mais variadas frequências. Desde elevadérrimamente sutis até mega hiper supra densas. Se você xingar uma planta ela não vai ficar triste, mas sim responder ao teu estímulo energético negativo. 



Grandes ícones históricos como Jesus, Shiva e Buda - em teoria e generalizando - teriam entrado nos estados intuicionais e monádicos. Crianças índigos e cristais (ou, como queira chamar "espíritos mais evoluídos") estariam respectivamente nesses tais estados. Boa hora para contar que o estado monádico se divide em dois: um em que a personalidade ainda se manifesta e outro em que não (o EU deixa de fazer sentido e de existir).
Uma boa forma para entender é a exemplificação (vou resumir em racional, intuicional e monádico - afinal, os "inferiores" todo mundo conhece e entende muito bem ): 
°Racional- O EU se vê como algo completamente independente das pessoas e das coisas a sua volta, o interesse está no individual. 
°Intuicional- O EU se vê como algo completamente interligado às pessoas e às coisas a sua volta, o interesse se encontra no coletivo.
°Monádico- O EU é as pessoas e as coisas em volta. 


É importante deixar bem claro que independente do seu nível de consciência, somos todos parte de uma mesma equação matemática e exata. É extrema pretensão achar que se tem mais valor que outra pessoa (ou mesmo que uma cenoura ou pedra). Me assusto com esses movimentos "new age" que estão mistificando e hierarquizando cada vez mais um processo natural e contínuo que é a tal evolução. Faz parte da natureza do homem cada um (e todos eles) se acharem únicos e muito especiais (resumindo: cada um se acha diferente e além de todo o resto). Mas isso assumir - já não basta todas as religiões que já temos - uma visão dogmática e seletiva... Ai, me dói o coração. 



Cuidado com tuas certezas. Elas te servem para evoluir, não prender. Sei que isso que vou falar pode parecer coisa do tipo "salvem as baleias", mas... Procure teu amor incondicional. Tenha a flexibilidade, força e humildade para estar aberto aos seus processos. Encontre sua fé dentro de si, e independente de qualquer religião ou seita. A fé que determina as religiões, e não o contrário. 



Nicole Koll

13 de janeiro de 2015

ZAZ - "París" 2014 (Álbum Completo)


Paris é o terceiro trabalho de estúdio da francesa Isabelle Geffroy, mais conhecida pelo nome artístico Zaz. A artista se tornou conhecida com a canção Je veux, single de Zaz, seu primeiro álbum; e pelo estilo único de suas canções, que mesclam a tradicional música francesa com o gypsy jazz.


Faça o Download do Álbum Completo =======> AQUI   [ Não contavam com minha astúcia! ;-) ]



10 de janeiro de 2015

Virgindade - Sou Virgem

:: conhecemos muitas Mulheres Virgens ::


"Antigas sacerdotisas da lua eram chamadas de virgens. 'Virgem' significava não-casada, não-pertencente a um homem - uma mulher que era uma em si mesma. A palavra deriva do Latim, significando força, habilidade, e mais tarde foi aplicada a homens: viril. Ishtar, Diana, Astarte, Isis eram todas chamadas virgens, o que não se referia à sua castidade sexual, mas à sua independência sexual. E todos os grandes heróis de culturas passadas, míticos ou históricos, eram ditos serem nascidos de mães virgens: Marduk, Gilgamesh, Buda, Osiris, Dionísio, Genghis Khan, Jesus - todos eram reconhecidos como filhos da Grande Mãe, a Força Original, e seus enormes poderes provinham dela. Quando os Hebreus usaram a palavra, e no original em Aramaico, significava "mulher jovem", "donzela", sem conotações de castidade sexual. Mas mais tarde tradutores cristãos não puderam conceber a "Virgem Maria" como uma mulher de sexualidade independente; eles distorceram o significado para sexualmente pura, intocada, casta" -- Monica Sjöö, The Great Cosmic Mother: Rediscovering the Religion of the Earth.

"Ancient moon priestesses were called virgins. ‘Virgin’ meant not married, not belonging to a man - a woman who was ‘one-in-herself’. The very word derives from a Latin root meaning strength, force, skill; and was later applied to men: virle. Ishtar, Diana, Astarte, Isis were all all called virgin, which did not refer to sexual chastity, but sexual independence. And all great culture heroes of the past, mythic or historic, were said to be born of virgin mothers: Marduk, Gilgamesh, Buddha, Osiris, Dionysus, Genghis Khan, Jesus - they were all affirmed as sons of the Great Mother, of the Original One, their worldly power deriving from her. When the Hebrews used the word, and in the original Aramaic, it meant ‘maiden’ or ‘young woman’, with no connotations to sexual chastity. But later Christian translators could not conceive of the ‘Virgin Mary’ as a woman of independent sexuality, needless to say; they distorted the meaning into sexually pure, chaste, never touched." —Monica Sjöö, The Great Cosmic Mother: Rediscovering the Religion of the Earth.