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17 de abril de 2015

Um tal de "corpo de dor"



Art : Despoena Leonis





Existem sentimentos negativos que habitam no nosso campo emocional. Cada emoção negativa tem uma vida própria. Elas não fazem parte da nossa essência. São apenas energias que estão dentro de nós, mas que podem ser liberadas e dissolvidas. Entretanto, elas agem como parasitas, que se apoderam dos nossos pensamentos e usam nosso corpo para sobreviver. O somatório dessas diversas energias formam o “corpo de dor”.

O corpo emocional de sofrimento tem vontade própria. Ele faz tudo para crescer, se alimentar e permanecer dentro nós, e é bastante astuto. Quando começamos a buscar autoconhecimento, terapias, filosofias de vida e outras coisas que podem verdadeiramente nos libertar do sofrimento, o corpo de dor se sente ameaçado. Ele começa então a agir sorrateiramente para que nos afastemos daquilo que pode nos curar.

Isso dá origem a diversos processos de auto sabotagem inconsciente.

Além do corpo de dor individual, existe o corpo de dor coletivo. A energia do nosso corpo de dor se une à energia do corpo de dor das pessoas mais próximas, formando um campo emocional negativo mais amplo e intenso. Quando alguém tenta sair do sofrimento, o corpo de dor coletivo começa a agir colocando os membros ao redor para agir de forma que a pessoa seja afastada do que poderia curar seu sofrimento.

Por isso, é comum que resistências venham a ocorrer quando alguém vai em busca de melhorar a si mesmo, seja qual caminho for. O sistema emocional daquele grupo deseja permanecer do mesmo jeito. Alguém que queira sair desse campo se torna uma ameaça. Por isso muitas vezes a família vai rejeitar, desdenhar, hostilizar e se comportar de maneiras negativas para que a pessoa desista de forma que tudo continue sendo do jeito que sempre foi.

Acontecem também o que alguns chamam de “crise de cura” quando começamos a mexer e dissolver emoções ou quando queremos mudar algo melhor. É possível que, a partir do início de práticas terapêuticas, a pessoa sinta uma piora inicial no seu estado emocional. Isso pode ocorrer com outras terapias e técnicas como na homeopatia, massagem, entre outras. A negatividade que estava bem escondida e reprimida começa a emergir e a pessoa interpreta que está pior do que antes. Na verdade, o que ocorre é que a sujeira interna começou a ser revirada, e isso pode causar desconforto, da mesma forma que durante uma faxina em casa as coisas ficam aparentemente mais feias, para somente no final do processo surgir o brilho, a organização e o cheiro de limpeza.

No processo de limpeza e melhora também pode acontecer de haver um aumento de coisas negativas que começam a acontecer do tipo: perda do emprego, crise no relacionamento, rompimento de alguma amizade, perda de um bem material e etc., dando a sensação de estarmos em um “inferno astral”. Grandes mudanças podem ser precedidas de várias crises. São modificações necessárias, que as vezes não tivemos coragem de fazer por nós mesmos, que a vida acaba nos impondo.

Felizmente, nem todo mundo passa por tanta crise durante o processo de mudança. Quando isso acontece, o único caminho é ter paciência e persistência para continuarmos nos trabalhando. Certamente virá a bonança depois da turbulência.

No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos - o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.

O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.

A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo - a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.

Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja - tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.

Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.

O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.

Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos - o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida.

Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando - talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes - e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.

Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um “corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém que não tivesse um “corpo de dor” tão denso. O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que o temos.

É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente.

No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.

A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.



'As soluções sempre aparecem quando saímos do pensamento e ficamos 

em silêncio, absolutamente presentes, ainda que seja só por um 

instante.'

Eckhart Tolle


:: Procure usar fone de ouvido..www.youtube.com/watch?v=rFYBcS4N1j0

28 de fevereiro de 2015

BÊNÇÃOS EM SUA NOVA VIDA






Há uma infinidade de realidades que nos cercam em todos os momentos do nosso dia.
Nós nos esquecemos de que nossa consciência é a chave para abrir a porta para qualquer realidade que nós escolhermos.



Na verdade, nós nos esquecemos de que podíamos escolher nossa realidade.
Nós caímos nas mentiras que nos eram fornecidas por aqueles que procuravam controlar e possuir ao invés de amar e criar.



Nós tentávamos controlar nossa vida para que eles não nos controlassem.
Entretanto, o controle de qualquer tipo é uma armadilha,
pois nós não podemos controlar e entregar ao mesmo tempo.



O controle é o mecanismo da terceira dimensão, enquanto que
a entrega abre a passagem para os mundos superiores.



Portanto, por controlar nossas vidas,
nós somente vemos as opções e soluções tridimensionais
para as nossas situações tridimensionais.



Por outro lado, quando nós vamos além da terceira dimensão
nós percebemos que não podemos controlar nossa terra dos sonhos tetradimensional.



Cair no sono é “cair” em um estado ligeiramente mais alto de consciência
em que podemos experienciar nossa realidade de uma perspectiva superior.



Para entrar na consciência pentadimensional nós precisamos nos entregar ao nosso EU Superior.



Tal como nós somente podemos ver o canal em que nossa TV está sintonizada,
nós somente podemos experienciar a realidade que ressoa à frequência de nossa consciência.



A ilusão do tempo não reina mais na nossa realidade pentadimensional.
Cada momento é vivo, e o tempo não pode ser perdido.



Portanto, nós não precisamos nos apressar ou desacelerar,
pois na quinta dimensão só existe o AGORA.



Nos mundos superiores não existe o medo do que poderia acontecer.
Somente existe o amor incondicional no AQUI do AGORA.



Em outras palavras, para entrar na quinta dimensão e acima,
nós precisamos entender e liberar TODO medo e viver em AMOR!



OS ARCTURIANOS



25 de fevereiro de 2015

Discernimento é a chave.

Deparei-me com essa mensagem - que é de uma precisão cirúrgica para quem está iniciando o seu encontro consigo mesmo - no Blog Síntese e estou compartilhando com você. A única coisa que acho meio chatinha nesse Site é a música que fica tocando automaticamente assim que você inicia a página. Bem, eu não gosto, mas fica a seu critério. Simplesmente dou um pause no som na lateral-direita da página.

Para ler a mensagem, click aqui

14 de fevereiro de 2015

Amor Verdadeiro






Muitos vivenciam o amor como um rasgo a que a alma se submete intencionalmente para exigir que a mão do amado a costure. O problema é que a mão do outro nem sempre está disponível para esse trabalho: a alma sangra, dói, e os rasgos se expandem… A dor, quando bem resolvida, pode ser um prenúncio de beleza. Mas, para que o belo de fato advenha, é preciso viver a dor, senti-la, tocá-la, integrar-se a ela, e transmutá-la, sabedores de que o vivenciar a dor também é parte do exercício de amor.
Já tive muitos castelos desmoronados na poeira dos dias. Quem não os teve? E a dor, nesse caso, é inevitável. Em nossa alma aprendiz, amar é desejar estar ao lado do outro, dentro do outro. É querer ser o outro sem sair de si mesmo. É construir uma redoma de sonho e ali inserir o amado, sob a eterna e vigilante proteção dos nossos olhos. E queremos que o outro caiba exatamente no nosso sonho e viva o nosso projeto de existência. Que ele esteja no cenário que construímos e encene o papel que lhe escrevemos.
E, num repente, algum novo vento nos sopra e mostra que o outro não é exatamente o aquele a quem julgamos amar. Percebemos que ele tem segredos e mistérios maiores que pensávamos e ficamos perplexos ao perceber que ele tem caminhos traçados e que quer percorrê-los, muitas vezes, sem nós. Perdemos a voz ao saber que a alma do outro é hóspede e hospedeira de outras almas. E as nossas pernas tremem ao constatar que a redoma era ilusão. Que todo o castelo de amor era ilusório. E a dor chega e castiga e fustiga a alma com cem mil acusações.
O que nos sangra, num momento como esse, é a obrigação de desamar. Mas será que isso existe? Os poetas, há muito, já apregoaram que o amor é sempre “para sempre”. Questionaremos as verdades poéticas? Banalizaremos o amor? Faremos dele um bibelô barato e quebrável destinado a adornar, por breves dias, as estantes da nossa alma?
Ocorre que somos ainda aprendizes da arte do eterno. O amor não reside senão no desejo da plenitude do outro. Ele não se esmera a não ser no respeito ao outro. Ele não pulsa a não ser para o querer o bem e sonha que o outro, pássaro livre em perfeição de voo, possa vislumbrar, dos cumes de si mesmo, os mais belos sentimentos e paisagens da terra.
E assim, quando o outro não mais deseja estar ao nosso lado, isso nos fere e sangra, mas o que nos massacra não é o outro. É desejo egoístico de aprisionar um espírito que também, assim como nós, tem sede de infinitos.
Tenho comigo que o que mais dói é a obrigatoriedade que nos impomos, quando o castelo desmorona, de desamar o outro. E embora talvez não o tenhamos amado de fato, fizemos um esboço de amor e é desorientador apagá-lo. Desamar é doloroso demais, porque o desfazimento do amor é contrário à nossa natureza etérea, espiritual, eterna.
Devemos, sim, exercitar o desapego; não o desamor. Desejar a liberdade, a integralidade, a plenitude do outro. Compreender que o que dói não é o amor não correspondido, mas a quebra das correntes (talvez até de ouro) com que tentávamos prender alguém. Apenas quando soubermos apreciar com encantamento a liberdade, seja ela nossa ou de um ser amado, teremos conhecido a face invisível e invencível de um amor verdadeiro.
E a alma, outrora rasgada, fará das cicatrizes uma arte emoldurada e rebordada de vida, na certeza de que toda a dor, bem lá no fundo, labora a nosso favor.
***
A Arte do Desapego
Escritora, advogada e professora universitária.
Administradora da página oficial do escritor moçambicano Mia Couto.
No Facebook: Escritos de Nara Rúbia Ribeiro
Mia Couto oficial

10 de fevereiro de 2015

Olhar Interior


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Mensagem da Amada Maria Madalena

Canalizada por Elsa Farrus

No claustro do Monastério de Pedralbes

Em 09 de fevereiro de 2015


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