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25 de julho de 2014

Minha Alma Canta

Se querem saber o que penso

... sobre esses pseudo-manifestantes  que há por aí; leiam o que Rafael Patto escreveu nessas linhas que se seguem, porque o que ele claramente diz aqui, 

eu, Nayre Fernandes Martins, assino embaixo.



Eu odeio repressão policial. Odeio! Sinto verdadeira repugnância quando vejo abuso de força. Mas, sinceramente, ver esses "ativistas" de meia pataca falar em ditadura e se autodenominarem "presos políticos" me embrulha o estômago.

Ditadura por que? Foram torturados? Tomaram choques? Conheceram a cadeira do dragão? Foram pendurados no pau de arara? Então, me poupem! Não sejam levianos! Pra mim, a Constituição Federal de 1988 é muito clara:
“todos podem reunir-se PACIFICAMENTE, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente"
PACIFICAMENTE. Ponto final.
Se fosse nos Estados Unidos, aquela "democracia deslumbrante", esses ativistas estariam no calabouço. Queria ver grupos de "ativistas" programando atos de vandalismo para tentar inviabilizar a realização de um evento como a Copa do Mundo lá nos EUA. Um pseudo-atentado em Boston, durante uma maratona, foi suficiente para que a polícia de lá matasse um rapaz de 26 anos, SUSPEITO...
Essa conversa fiada de "ativistas" já encheu o saco. Esses arruaceiros, baderneiros, vândalos, que não têm nenhuma pauta clara de reivindicações já conseguiram habeas corpus. Coitadinhos, eles vivem numa ditadura que concede habeas corpus. Aff.
Essa Sininho é insuportável. Menina mimada e histérica. Chata. Quando o bicho pega, fica conversando com o papai pra decidir se vai pra BH, pra POA ou pra PQP. Ah, me poupe de novo! Desde quando o trabalhador de verdade tem essa múltipla escolha? Tem papai por trás pra pagar mesada enquanto a filhinha passa uns dias fora pra esperar a "coisa esfriar"? Não tem não. Trabalhador de verdade, diferente desses neo-acordados, tem que encarar a luta diária sem fugir. E sempre enfrentou a repressão policial de peito aberto e cara limpa.
Sobre os que defendem esses "ativistas" insuportáveis como essa menina chata, eu acho que, por um princípio de coerência, deveriam defender a Yoani Sanchez também, aquela pseudo-franciscana ridícula e farsante, que também combate a "ditadura cubana" que a permite viajar o mundo todo fazendo propaganda negativa contra o seu país.
O discurso que embala todas essas yoanis é o mesmo e não passa de uma hipocrisia que tenta justificar os desvios de comportamento dessa gente como se fossem uma reação a uma causa anterior. Quer dizer, inventa-se uma situação imaginária - ditadura, perseguição etc. - para justificar o "ativismo"... Faça-me o favor!
Repito: não estou aqui defendendo a polícia. Odeio repressão policial, mas não dá pra bater palminha pra um bando de moleques arruaceiros brincarem de adolescentes inconsequentes. Quero que eles tenham amplo direito de defesa, que não sejam privados de direitos ilegalmente, que não sofram abusos, mas que também não sejam tratados como inimputáveis PORQUE NÃO SÃO!!! O Estado Democrático de Direito não pode passar a mão na cabecinha daqueles que não respeitam a Democracia e o Direito. O Estado não pode se comportar como o "seu" Ludovico, pai de um daqueles agressores que espancaram uma trabalhadora doméstica num ponto de ônibus aqui no Rio, em 2007, e que não se conformou com a prisão de seu filhinho. Me poupe, pela última vez.
E pra mim esse papo chato já deu.

25 de junho de 2014

Um Novo Ser

um novo ser
  vindo das profundezas dos sonhos
     feito luz e sombra
       sou a mulher de morfeu...
        a sem-idade, idade dos séculos
     sou a mão do outono no teu corpo
caindo como chuvas secas
   em redemoinhos de vertigem
         sou aquela que bagunça teus cabelos
arrepia  teus pelos
   aquela que te instiga nas noites de lua
    te chama pra rua
   de luz em luz
de poste em poste, vago
 detrás das árvores te espio
  e vou contigo para a cama
   ... sou aquela que te chama
pelos sonhos, jardins, labirintos
   sou a irmã anterior,
    a Loba .  a Livre
  sou a que ama, a que cresce e transforma
sou o ventre, o solo e a Terra, sou Ela - Aquela



nayre

A Preservação da Alma

A Preservação do Self


(A identificação de armadilhas, arapucas e iscas envenenadas)

Por Nayre Fernandes Martins

Este capítulo do livro “Mulheres que Correm Com os Lobos” trata de um tema profundo que aborda principalmente a preservação do Selvagem Feminino e de sua natureza sensível de poder pessoal diante da sedução constante de um mundo afetado por uma necessidade de pertencimento a um sistema coletivo que não é nada saudável para o equilíbrio psíquico e a alegria natural da mulher.
Ao longo dos séculos, as mulheres foram suprimidas em seu direito de serem elas mesmas. O mundo patriarcal se organizou de tal forma que até as outras mulheres se tornaram delatoras de suas amigas. E sejam elas, solteiras, homossexuais convictas, mães solteiras ou mulheres devidamente casadas com quem elas escolheram... Não importa. Todas essas mulheres nasceram com seus instintos & sabedoria corporal inatos intactos, porém, desde o advento gradual da supremacia masculina, têm-se tentado de todas as formas produzir-se regras de conduta coletiva no que se refere a vida da mulher. Ser uma mulher diferente das demais, até os dias de hoje pode significar o exílio e isolamento social. Muitas vezes, uma mulher que se vê rejeitada socialmente -por não se comportar de maneira idêntica ao padrão estabelecido - tem a tendência imposta de ter de agradar a todos, abandonando assim o que há de mais precioso em si mesma – a sua identidade pessoal, o seu talento único, a sua arte, a sua produção autêntica que contribuiria muito mais para sua evolução e realização como ser inteiro e consequentemente das outras mulheres e até do mundo.
Manter os instintos da mulher sob controle através de imposições de medos ou padrões doentis é bem conveniente para quem quer domesticá-la e escravizá-la, torná-la um ser dócil e sem opinião. Uma mulher que simplesmente obedece quem quer que queira, dela lhe tirar proveito.
A mulher isolada socialmente torna-se então uma mulher triste e com fome de alma. Alteraram-lhe seus ciclos naturais mais sagrados, como se a trancassem numa caixa sem janelas, onde ela não poderá mais comungar com os outros elementos, sentir o sol, a alegria do canto dos pássaros e nem o vento beijando seus cabelos. Depois de um tempo razoável sendo privada de sua própria vida, ela se torna tão faminta de qualquer coisa que a tire desse jejum, de alguma experiência que proporcione qualquer tipo de sensação, que ela se torna uma presa fácil para predadores externos. A mulher nessa condição faminta, para compensar esses períodos de isolamento, pode arriscar até própria vida ao se esforçar em busca de locais, pessoas - coisas que não seriam nem um pouco benéficas. E por que a mulher selvagem faria isso? Somente porque o seu instinto sofreu uma mutilação, um aprisionamento, uma tentativa de domesticação, uma alteração e ela então perde a acuidade, o faro, a percepção do que é perigoso e prejudicial, caindo então em inúmeras armadilhas; a primeira delas é fazer qualquer coisa para sair da vida monótona e depreciativa imposta por uma sociedade medrosa e preconceituosa. E ao se deixar levar pela sedução diabólica de um mundo de prazeres vulgares ela se perde num torvelinho de excessos ao se permitir ingerir qualquer veneno achando que este seria o alimento para sua alma faminta. A partir disso ela já foi fisgada, desde quando renunciou a sua alegria pura, ao prazer natural em alcançar a realização de algo realmente muito desejado e pelo qual ela se esforçou e se dedicou muito. Assim, quando a mulher selvagem passa a viver como prisioneira em um mundo coletivo com um sistema de valores tão desprovido de vida, ela fica desesperada ao perceber que está perdendo completamente o vínculo com a sua Alma. E se, então por um descuido seu, ela recuar diante do coletivo cedendo às pressões e se conformando de forma irracional com tudo isso, ela pode até estar protegida do isolamento que tanto teme, mas estará mais ainda, traindo sua própria Natureza, sua felicidade, e colocando em risco sua própria vida ao entregar-se na mão do carrasco. Ela precisa sim, é observar o movimento interno de seu ser diante das propostas tentadoras do mundo e reassumir seu poder diante de escolhas que não lhe tirem o direito de se sentir feliz a partir do que para ela tem valor intrínseco, como escolher amigos e grupos sociais que respeitem – e estimulem - sua natureza criativa, em vez de se entregar a qualquer custo só porque os sapatos vermelhos da vitrine lhe parecem mais reluzentes do que aqueles que ela confeccionou com suas próprias mãos. Não importa em que estágio você parou no seu projeto pessoal que tanto a deixa feliz... Continue nele! Aperfeiçoe suas técnicas, dê um acabamento melhor ao seu tão Sagrado estilo – Esta é você! Você se realizando como Ser completo que é. Não se deixe vender barato e nem deixe que qualquer botequim a seduza a cantar por uma garrafa de gim.

Portanto... Deixe os sapatos vermelhos das paixões mortais no lugar deles. Não os enalteça mais do que eles realmente valem pois o valor que você falsamente dá às coisas vulgares é o alimento que as tranformará no monstro que não terá piedade na hora de te destruir por completo.

Siga o caminho que sua Natureza Selvagemente Pura, Acredita!

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